29/07/2010BC diz que risco para a inflação está menor


O Banco Central avalia que os riscos para a inflação se reduziram no último mês, devido à reversão de parte dos estímulos introduzidos durante a crise financeira de 2008/2009. Além disso, a influência do cenário internacional sobre o comportamento da inflação doméstica passou a ter um efeito desinflacionário.


As avaliações fazem parte da ata da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária do BC), que reduziu na semana passada o ritmo de elevação da taxa básica de juros. A taxa Selic subiu de 10,25% para 10,75% ao ano.


Segundo o BC, apesar dessas alterações favoráveis à dinâmica da inflação, prevaleceu o entendimento de que competiria à instituição continuar a agir de forma a evitar que "incertezas detectadas em horizontes curtos, ainda que menores do que as anteriormente observadas, propaguem-se para horizontes longos."


"Há sinais de que a economia tem se deslocado para uma trajetória mais condizente com o equilíbrio de longo prazo, onde os efeitos desses desenvolvimentos sobre o balanço de riscos para inflação tendem a arrefecer", diz o Copom.


O Copom avalia que as perspectivas para a atividade econômica continuam favoráveis, mas de forma menos intensa do que no início deste ano, como mostram dados sobre comércio, estoques e produção industrial.


 


Fonte:   EDUARDO CUCOLO
DE BRASÍLIA


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