Os medicamentos têm um peso importante no custo de produção de uma fazenda leiteira. Mas nem sempre os criadores controlam as despesas na ponta do lápis.
Criar gado leiteiro é o negócio do seu José Alberto Menk, na Fazenda São Antônio, em Porto Feliz, no Estado de São Paulo. Ele tem 400 vacas, cento e quarenta em lactação. Na propriedade também funciona um laticínio onde é embalada a produção própria e de outros produtores da região.
O seu José Alberto administra a propriedade com a ajuda do zootecnista Marcelo Almeida. O Globo Rural foi saber deles quais são os principais produtos veterinários indispensáveis na fazenda e quanto o produtor está desembolsando para ter em mãos estes medicamentos. Não é uma pergunta fácil de responder. Tanto que o dono da fazenda escalou o zootecnista para explicar sobre os custos veterinários.
“Eu acredito que os gastos fixos com cada vaca minha por ano, na prevenção de doenças e parasitas, gira em torno, na minha opinião, de uns R$ 30 ou R$ 35”, disse seu José Alberto.
“Eu um pouquinho mais alto que isso”, avisou o zootecnista.
Para melhor ilustrar a resposta a essa pergunta, Marcelo usou uma pequena caderneta. O primeiro custo anotado foi o das quatro vacinas que cada animal tem que tomar por ano, de R$ 9,30. “Esse é um custo preventivo que vale a pena ser feito”, avaliou Marcelo.
Os vermífugos e carrapaticidas ficam em mais R$ 13,75 por animal. O mais pesado mesmo é o que se gasta com a prevenção de mastite. “No ano passado, nós tivemos 250 casos de mastite registrados na propriedade”, explicou.
Juntando essa despesa com todas as outras, chega-se a um total por vaca de R$ 164,70 por ano. “Se a gente levar em conta um rebanho com média de seis mil quilos, ou seja, vinte quilos/vaca/dia, vai três por cento da minha produção bruta de leite eu gasto só com medicamento”, calculou seu José Alberto.
O que também preocupa o seu José Alberto é que, de um ano pra cá, o preço desses medicamentos subiu de 8% a 10%. Essa alta equivale ao dobro da inflação do período, que foi de 4,7%.
O Sindicato dos Fabricantes de Produtos para Saúde Animal afirmpu que não foi a indústria que aplicou esses reajustes acima da inflação e que as variações de preço no comércio dependem muito da época do ano e das campanhas feitas.
Fonte: Globo Rural