02/08/2010
07/07/2010
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26/07/2010 – Ampa discute riscos e manejo
Dia de campo que discutiu a cultura do algodão adensado foi promovido pela Associação dos Produtores de Algodão (Ampa) na sexta-feira (23/07). O evento coordenado pelo Instituto Mato-grossense do Algodão (IMAmt) aconteceu na fazenda Bahia, em Pedra Preta (243 Km ao sul de Cuiabá).
Pesquisadores, engenheiros agrônomos, gerentes de fazendas e técnicos agrícolas discutiram temas como Risco climático em sistema adensado, Manejo do algodão adensado em Mato Grosso e Variedades IMAmt apresentados pelos engenheiros agrônomos Jean Louis Belot, Renato Tachinardi (do IMAmt), Jonas Guerra (Guerra Consultoria) e o técnico agrícola e advogado Eduardo Moraes, também do IMAmt.
De acordo com o pesquisador Jean Belot, o algododão adensado é uma realidade na agricultura nacional. "Trata-se de uma opção a mais para os produtores terem mais rentabilidade. Mas, é claro que o convencional não deixará de ser cultivado". Belot disse ainda que as rodadas de discussões sobre o adensado são importantes, pois possiblitam a aquisição de conhecimento em relação ao período certo do plantio, riscos, variedades mais adequadas, entre outros.
O cultivo do algodão adensado visa produzir um algodão de ciclo precoce com menos de 150 dias, diminuindo o custo e melhorando a rentabilidade. O espaçamento do adensado utiliza distância entre linhas inferior ao utilizado no cultivo tradicional. É o mesmo da cultura da soja, de 0,45 centímetros (cm) e visa obter entre 200.000 e 250.000 plantas por hectare. Tradicionalmente, no Cerrado, o algodão convencional é semeado com espaçamento entre linhas de 0,76 a 0,90 cm, visando densidades de plantas entre 90 a 120 mil plantas por hectare.
Mato Grosso detém 49% da produção nacional e 60% do volume total das exportações de algodão do Brasil. Um dos dilemas do setor é garantir a qualidade da fibra com o plantio mais tardio da cultura. As pesquisas, financiadas pelo Instituto Mato-grossense do Algodão (IMAmt) apontaram que o custo adensado representa uma economia em relação ao algodão de ciclo convencional e permite a recuperação do investimento do produtor em curto prazo.
Fonte: Gazeta Digital