02/08/2010
07/07/2010
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21/07/2010 – Clima e oferta e procura ditam o mercado
Mesmo apostando em melhores preços, o produtor Gustavo Franco diz que o mercado é uma "incógnita" e não há como prever altos e baixos. "No início de junho a saca estava cotada em R$ 180 e hoje o preço já caiu para R$ 120. Estou otimista, mas todo produtor sabe que o feijoeiro depende muito do clima e o mercado se regula pela lei da oferta e procura", diz.
Para ele, o preço acima de R$ 100 a saca já cobre o custo de produção - Franco estima que o plantio de 1 hectare custe R$ 2.150 - e dá uma margem mínima de lucro.
Na Fazenda Taquari, a lavoura está em fase de enchimento de grãos e daqui a dez dias começa a fase de maturação. "O feijão precisa de chuva na floração e seca na colheita. Por isso é essencial irrigar." Se tudo sair como previsto, Franco pretende colher de 45 a 48 sacas/hectare, bom para a entressafra.
Responsável pelo setor de operações tecnológicas da Bolsa de Cereais de SP, Rui Roberto Russomano, acompanha o boletim diário da bolsa e explica que a volatilidade do mercado de feijão deve-se à sensibilidade climática da lavoura.
"É difícil prever o comportamento do mercado de feijão. Muitas vezes, se o preço em São Paulo é muito próximo ao da região produtora, não compensa para o agricultor mandar mercadoria para a capital. E se a oferta não atende à demanda, o preço aumenta", diz. "Em janeiro de 2009 a saca estava cotada a R$ 310; hoje, está R$ 150."
Fonte: Estadão
Autor: Fernanda Yoneya